Melanie descreve a Bela Senhora


A luz e a voz de Nossa Senhora em La Salette

Nossa Senhora em La Salette apareceu envolta numa grande luz. Intensissima como a do astro solar, mas não queimava os olhos.

Ela tinha graus, ou como que círculos concêntricos de intensidade. Essa luz envolveu os videntes.


“A Santa Virgem – explicou Mélanie – estava envolta em duas claridades.

“A primeira delas, mais próxima da Santíssima Virgem, chegava até nós.

“A segunda se estendia um pouco mais em volta da bela Dama, e nos encontrávamos nela.

“Esta luz era imóvel, não cintilava, porém bem mais brilhante que nosso pobre sol da Terra. Essas luzes não faziam mal aos olhos e em nada fatigavam a vista.

“Além de todas essas luzes, de todo esse esplendor, do corpo da Santa Virgem e de seus trajes saíam feixes de luz.

“A voz da bela Dama era suave. Encantava, fascinava, fazia bem ao coração. Saciava e aplainava todos os obstáculos. Parecia ter querido me alimentar de sua bela voz. Meu coração parecia dançar ou querer ir ao seu encontro para se derreter nela”.

Para Maximin o resplendor e a voz de Nossa Senhora era como “uma luz bem diferente de todas as outras. Ela ia diretamente ao meu coração, sem passar por meus ouvidos.

“Entretanto, com uma harmonia que os mais belos concertos não poderiam reproduzir. Digo com um sabor que os licores mais doces não conseguem ter”.

As Lágrimas de Nossa Senhora em La Salette descritas pela Vitente Melanie Calvat.
Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.

“Eram brilhantes e cheias de amor. Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais.

“Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.

“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis! Quero vos amar por todos os homens da terra.

Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora. Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.

“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.

O Olhar de Nossa Senhora


Enquanto Nossa Senhora falava, o magnífico panorama alpino do local se transformou. E as crianças viram nele a efetivação do que Nossa Senhora dizia. 

Mas, Nossa Senhora falou também pelo olhar. E disse coisas que as palavras são insuficientes para transmitir.

Mélanie descreveu assim esse olhar de Nossa Senhora:

“Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna mãe, não podem ser descritos por língua humana.

“Seria preciso um serafim, seria preciso a linguagem do próprio Deus, desse Deus que criou a Virgem Imaculada, obra-prima de sua onipotência.

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes, as pedras preciosas mais procuradas.

“Eles brilhavam como sóis. Eram doces, feitos da própria doçura, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraíam a Ela.

“Ela parecia querer dar-se e atrair. Quanto mais eu a olhava, mais a queria ver. Quanto mais a via, mais a amava com todas minhas forças. 

“Os olhos da bela Imaculada eram como a porta de Deus, de onde se via tudo que pode inebriar a alma. Quando meus olhos se encontravam com os da Mãe de Deus e minha, sentia dentro de mim uma feliz revolução de amor, uma promessa de amá-la e de me desfazer de amor.

“Quando nos olhávamos, nossos olhos conversavam à sua maneira. Eu a amava tanto, que teria querido osculá-la entre os olhos.

“Eles enterneciam minha alma e pareciam atraí-la e a fundir com a minha. Seus olhos inculcaram um suave tremor em todo o meu ser.

“Eu temia qualquer movimento que lhe pudesse ser desagradável, por menor que fosse.

“A simples visão dos olhos da mais pura das virgens teria bastado para tornar-se o céu de um bem-aventurado. Teria bastado para que uma alma se unisse plenamente com a vontade do Altíssimo, permanecendo assim em meio aos eventos da vida mortal.

“Teria bastado para que esta alma praticasse contínuos atos de louvor, de ação de graças, de reparação e de expiação.

“Esta simples visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta viva que olha todas as coisas da Terra, até as que lhe parecem mais sérias, como se fossem brinquedos de crianças. Ela não desejaria senão ouvir falar de Deus e do que toca na sua glória”.



DIVULGUEMOS ESTE FILME COM A HISTÓRIA COMPLETA DA APARIÇÃO E O SEGREDO APOCAPTICO.


FILME RARO: A APARIÇÃO DE LA SALETTE NA FRANÇA EM 19 DE SETEMBRO 1846 - O SEGREDO DE LA SALETTE REVELADO AOS PASTORINHOS MAXIMIN GIRAUD E MELANIE CALVAT



CANAL: LA SALETTE - APARIÇÃO NA FRANÇA